Riscos Ocupacionais e Adoecimentos em Trabalhadores da Saúde




Segundo a Lei nº 8.080/90, art. 6, §3.º, entende-se por saúde do trabalhador: Um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho.


Das principais patologias acarretadas, encontram-se os distúrbios musculoesqueléticos (DME), tendo como principais fatores de risco: a organização do trabalho, os fatores ambientais e as possíveis sobrecargas de segmentos corporais em determinados movimentos.


Principais Riscos e Doenças


Riscos Biológicos: Infecções Respiratórias e Otites;

Riscos Físicos: Radiações X Câncer;

Riscos Químicos: Lesões de Pele e Alergias;

Riscos Ergonômicos: Lesões por Esforços Repetitivos;

Riscos Ambientais: Estresse, Depressão e Bornaut.


Intervenções necessárias para boas condições de Trabalho:


- NR 07 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;

- NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais;

- NR 15 - Atividades e Operações Insalubres;

- NR 32-Saúde e Segurança para o Trabalhador da Saúde;

- Sindicalização.


Condições de Trabalho


- NR 32 aplicada:

- Dimensionamento de pessoal;

- Educação permanente;

- Equipamentos e materiais necessários;

- Valorização da produtividade e qualidade total no trabalho.


Frequências de acidentes de trabalho em Hospitais


A maior frequência de acidentes de trabalho em hospitais sucede na enfermagem, os trabalhadores estão expostos a riscos, devidos aos cuidados prestados diretamente a pacientes e em organização, limpeza, desinfecção de materiais, de equipamentos e do ambiente. Com repercussões para o trabalhador, sua família e o empregador.


Devidas a sobrecargas de trabalho, fatalidade, própria culpa ou desleixo e precariedade das condições de trabalho.


Lesões e danos mais frequentes são problemas osteomúsculo-articulares, ferimentos com perfurocortocontusos, lacerações, feridas, contusões, entre outros.


Ademais, a subnotificação é significante em acidentes provocados por materiais perfuro cortantes e entre os acidentados a maior parte não recebe imunização para Hepatite B.

Há exposição do trabalhador a acidentes ao manipular pacientes com doenças transmissíveis e infectocontagiosas, feridas cirúrgicas contaminadas, ostomias e outras secreções humanas.


Agravante é a organização do trabalho, a precária infra-estrutura: falta de EPI em quantidade e qualidade adequadas, falta de materiais de trabalho adequados, e recipiente para descartar perfurocortantes.


Alguns modelos de Equipamento de Proteção Individual - EPI's

Não-treinamento do pessoal contra acidentes de trabalho. A resistência dos trabalhadores ao correto uso do EPI, aumenta a exposição a acidentes por cargas biológicas.


A frequência das cargas psíquicas


O trabalho em diferentes turnos, levam a desgastes em doenças psicossomáticas e alterações da saúde mental.


Cargas psíquicas advêm de lidar com pacientes/acompanhantes agressivos, do dia-a-dia com óbito, tensão, stress, fadiga por exigências de atendimento imediato, atenção constante, cuidado a pacientes graves.


Soma-se pressão da equipe médica, frequentes dobra de plantão, trabalho repetitivo e salários injustos.


E ainda supervisão estrita, à pressão da chefia e outros profissionais, a horas extras e dobras de plantão, trabalho monótono e repetitivo e ainda fatores como a falta de criatividade e autonomia, além da falta de defesas coletivas.


Cargas psíquicas

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