Altos níveis de depressão e síndrome de burnout são identificadas em profissionais de saúde


Mesmo antes da Pandemia ter iniciada, uma pesquisa realizada entre abril de 2017 e julho de 2018 do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), afirmou que um em cada cada seis profissionais de saúde apresenta sinais de burnout, ligados diretamente aos sintomas de esgotamento físico associados ao trabalho.


Atualmente, uma nova pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), iniciada em 2020, identificou altos níveis de síndrome de burnout e depressão em profissionais da saúde de todo o Brasil. Foram entrevistados 1.054 profissionais de saúde. Destes, 35% são médicos, 19% técnicos de enfermagem, 14% enfermeiros, 12% de psicólogos, entre outras categorias.


Dos 201 técnicos de enfermagem entrevistados, 70% deles apresentaram sintomas de esgotamento. De acordo com a psiquiatra do Departamento de Atenção à Saúde da UFRGS e responsável pela pesquisa, Carolina Moser, os resultados são preocupantes.


Na tabela abaixo, analisamos o resultado em cada uma das categorias:


Para os pesquisadores, o resultado pode estar relacionado a diversos fatores, principalmente à pandemia de Covid-19, e ao diagnóstico positivo em profissionais da área.

Umas das coisas que mais chamou a atenção foi que metade dessa mostra apresentou elevados níveis de burnout e sintomas de depressão sugestivos de quadro depressivo clinicamente significativo.

Ainda de acordo com a psiquiatra, a definição de burnout engloba três dimensões:

1- A exaustão, que é a falta de energia, fadiga crônica, esgotamento resultante dessa demanda excessiva de trabalho.;

2- A despersonalização, que seria basicamente um distanciamento, como uma maneira de lidar com esse estresse;

3- Uma redução da realização profissional, uma desmotivação.

Na segunda fase do estudo, os pesquisadores submeteram os mesmos profissionais de saúde a outros questionamentos.

A partir dos resultados, o grupo começa a pensar no desenvolvimento de intervenções que possam ser realizadas com os profissionais de saúde.

“O burnout é uma síndrome que pode ser prevenida, então estamos desenvolvendo intervenções. Trabalho junto a equipes, no sentido de promover uma cultura mais de colaboração, ao invés de competição, de os profissionais poderem ser ouvidos, com todos se sentindo parte do processo”, destaca a pesquisadora Carolina.


Dr. Raimundo Leal é Especialista em Medicina do Trabalho RQE1067 e Perito Judicial RQE3465.

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