A saúde do trabalhador, que utiliza essas mídias sociais como ferramenta de trabalho


“A exposição direta à tela não causa doença grave aos olhos, mas para enxergar trabalhamos a musculatura interna e externa dos olhos e muitas horas em frente ao computador ou tablet acaba ocasionando a chamada fadiga muscular [tensão muscular], causada pelo desconforto da atividade repetitiva. Muitas pessoas procuram o consultório com sintomas como vista embaçada, dor de cabeça, mal-estar e tonturas, mas não têm problemas de visão”.


De acordo com a oftalmologista, a fadiga muscular também ocasiona ressecamento, ardência nos olhos e irritação, por isso a recomendação principal é o descanso. “A cada hora, faça um intervalo de cinco a dez minutos para relaxar a musculatura. Olhe para longe, descanse a mente. O intervalo serve para relaxar a musculatura, mas também evitar o ressecamento, lubrificar os olhos, pois quando estamos concentrados piscamos menos. Outra dica é usar um colírio lubrificante”.


Doenças mais comuns:


Nomophobia: Ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel. O termo nomophobia é uma abreviatura de "no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel).

Síndrome do toque fantasma: Quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu bolso.

Depressão de Facebook: Causada por interações sociais (ou a falta de) no Facebook. Nas redes sociais, as pessoas tendem a postar apenas as boas notícias sobre elas. Muitas vezes, pessoas com a estima mais baixa acabam entrando em depressão por acreditar que os outros estão vivendo mais felizes e são bem-sucedidas (quando isso pode não ser o caso).

Transtorno de dependência da internet: Uma vontade constante e não saudável de acessar a internet de forma excessiva e irracional que acaba interferindo na vida cotidiana.

O efeito Google: A tendência do cérebro de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.


DICAS:


Para quem está conectado 24 horas por dia


Faça um intervalo de 15 minutos pelo menos a cada hora, cada hora, com descanso total de telas de computadores, tablets e celulares. Neste momento aproveite para relaxar a mente, fazer uma atividade aeróbica.


Sente-se corretamente na cadeira, com as costas retas, de forma que estas se apoiem no encosto da cadeira, deixe os pés retos ao sentar, mantenha os cotovelos na mesma altura dos pulsos. Fique pelo menos a 50 cm de distância da tela do computador, use mouses e teclados ergonômicos (dispositivos projetados para dar mais conforto ao usuário), utilize suporte para punho para celular, bem como tablets e computadores.



O repouso também é uma forma de prevenir a LER (lesão por esforço repetitivo), doença que causa lesões nas articulações e músculos. “Todos têm um limite fisiológico, no qual passado esse limite a pessoa não consegue mais desenvolver as atividades com o mesmo rendimento. Por isso é importante dar esse intervalo de 10 minutos a cada 50 em trabalho de digitação.


Embora os aparelhos tecnológicos aproximem pessoas, facilite encontros e acesso a informações, ele pode sim prejudicar o convívio social, é o que afirma a psicóloga Aline Westphal.


Um estudo realizado na Noruega sugere que a qualidade do sono de um adolescente está relacionada ao tempo gasto em frente a uma tela de um tablet ou smartphone. Pesquisadores da Uni Research Health, em Bergen, na Noruega, analisaram quase 10 mil adolescentes entre 16 e 19 anos. E concluíram haver uma ligação entre o uso destes aparelhos por mais de duas horas após a escola com o sono adiado e o sono mais curto. Na pesquisa, os adolescentes foram questionados sobre a rotina de sono em dias de semana e nos finais de semana. E também quanto tempo passavam em frente à tela dos tablets e smartphones fora da escola.

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