Atualizado: Abr 15


A Ergonomia do Trabalho é extremamente importante para a capacidade produtiva e a saúde do Trabalhador. Ela investiga a relação do homem e as atividades ocupacionais que ele executa, tendo em vista as limitações físicas e psicológicas do indivíduo no sistema produtivo.


Um ambiente de trabalho desorganizado, com problemas de iluminação, ventilação e sinalização, podem ocasionar muitas doenças ocupacionais.


O princípio básico da ergonomia portanto é fornecer um ambiente físico e psicológico agradável no meio organizacional favorecendo o aumento da sua produtividade.


Trabalhar a partir de casa se tornou uma realidade para a maioria das pessoas devido ao cenário atual que vivemos. Porém, mesmo em um ambiente menos informal, é necessário ter as mesmas responsabilidades e cuidados que o mundo corporativo exige. A seguir, confira dicas de como adotar ferramentas da ergonomia na sua casa:


1.ATENÇÃO PARA O LOCAL QUE VAI ESCOLHER PARA TRABALHAR

Trabalhar na cama ou sofá pode ser prazeroso, porém pode trazer danos à saúde, ocasionando dores e indisposição. O melhor é adotar um cantinho organizado. Também é necessário ter atenção a cadeira que deve permitir que seus joelhos e quadris fiquem em um ângulo de 90º.

Os pés precisam encostar no chão. Caso não alcance, um pequeno apoio pode ser interessante. A coxa, por sua vez, precisa estar totalmente apoiada no assento.


A altura da mesa também é importante, mas ela vai variar de acordo com a estatura da pessoa. Para alguém de 1,60 m, a altura de 65 cm é a indicada, por exemplo.

Caso haja a utilização de notebook, um suporte é necessário na maioria das vezes. Verifique se o monitor está a uma distância de 50 cm a 75 cm dos olhos e a uma inclinação de 10º a 20º em relação à mesa para assim prevenir a vista cansada.


2.CONFORTO

A cadeira é uma grande aliada. Algodão, lucra e nylon costumam ser confortáveis e não esquentam muito. É importante avaliar se a cadeira é aprovada pelo laudo NR 17, é

A limpeza nos móveis, cadeiras, ventiladores e demais objetos são indispensáveis para a não criação de ácaros e poeiras.


3. TENHA APOIO PARA COSTAS, COTOVELOS E PESCOÇO

Ao se sentar, suas costas devem ficar eretas e com total apoio no encosto. O ideal é que a cadeira tenha apoio para os antebraços, com regulagem na altura, pois, caso contrário, o punho ficará tensionado podendo ocasionar dores até em outras musculaturas, como nuca ou ombros.

Um apoio para pescoço também é indicado, pois ajuda a relaxar a cabeça e a afastar torcicolos. Almofadas ergonômicas para cervical podem servir, caso a cadeira não tenha esse tipo de encosto.


4. ILUMINAÇÃO DO AMBIENTE, RUÍDOS E TEMPERATURA

Aguns fatores do ambiente podem atrapalhar a produtividade. Locais com janelas são excelente opção, mas na falta delas, mas na ausência delas, o ar-condicionado ou ventilador são grande aliados para deixar o ambiente mais confortável.

Ruídos também irritam e atrapalham. É importante conversar com a família, fazendo acordos. Em situações que fogem do controle o protetor auricular pode ajudar.


5.PAUSAS E ALONGAMENTOS

A cada 2 horas é ideal fazer pequenas pausas seguidas de alongamentos nos braços, caminhada pela casa e relaxada na vista olhando para um pontos distantes.


6. DECORAÇÃO DO AMBIENTE

De acordo com a psicologia das cores, a cor da parede à sua frente influencia diretamente na humor e na criatividade. Se o objetivo é manter o foco, evite cores quentes como vermelho e laranja.

Evite espalhar muitos objetos pela mesa, um ambiente organizado é indispensável.


Buscar a ergonomia no home office é importante não apenas para o progresso do seu trabalho, mas para a sua saúde física e mental! Isso faz parte do autogerenciamento do seu bem-estar!


Dr. Raimundo Leal, Especialista em Medicina do Trabalho RQE1067 e Perito Judicial RQE3465, trabalha de forma incansável na busca de atualização profissional e está fazendo mais um curso em Ergonomia Total para oferecer os melhores serviços que você e sua empresa precisa.


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O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é a parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da organização. Regulamentado pela nova NR7, ele é caracterizado pela prevenção, rastreamento e diagnóstico antecipado dos agravos relacionados ao trabalho, inclusive de caráter subclínico.


São procedimentos do PCMSO:

  • rastrear e detectar precocemente os agravos à saúde relacionados ao trabalho;

  • detectar possíveis exposições excessivas a agentes nocivos ocupacionais;

  • definir a aptidão de cada empregado para exercer suas funções ou tarefas determinadas;

  • subsidiar a implantação e o monitoramento da eficácia das medidas de prevenção adotadas na organização;

  • subsidiar a análise epidemiológicas e estatísticas sobre os agravos à saúde e sua relação com os riscos ocupacionais;

  • subsidiar decisões sobre o afastamento dos empregados de situações de trabalho, que possam comprometer sua saúde;

  • subsidiar a emissão de notificações de agravos relacionados ao trabalho de acordo com a regulamentação pertinente;

  • subsidiar o encaminhamento de empregados à Previdência Social;

  • acompanhar de forma diferenciada o empregado cujo o estado de saúde possa ser especialmente afetado pelos riscos ocupacionais;

  • subsidiar a Previdência Social nas ações de reabilitação profissional;

  • subsidiar ações de readaptação profissional;

  • controlar a imunização ativa dos empregados, relacionada a riscos ocupacionais, sempre que houver recomendação do Ministério da Saúde.

O PCMSO deve ser elaborado, tendo em vista os riscos ocupacionais identificados e classificados pelo PGR. O diagnóstico precoce de qualquer doença ou exposição ocupacional é elemento-chave para não cronificação de patologias e incapacitação de um colaborador. o PCMSO também deve conter vigilância passiva de saúde ocupacional, a partir de informações sobre a demanda espontânea de empregados, que procurem esses serviços médicos e através de exames médicos dirigidos, que incluam a coleta de dados sobre sinais e sintomas de agravos à saúde, relacionados a riscos ocupacionais.


Dr. Raimundo Leal, Especialista em Medicina do Trabalho RQE1067 e Perito Judicial RQE3465,


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Atualizado: Mar 5

Em março de 2020 foi publicada a nova redação da Norma Regulamentadora 07 (NR7), que contempla o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) nas organizações, com o objetivo de proteger e preservar a saúde dos seus empregados em relação aos riscos ocupacionais, conforme o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da organização, representando mais um avanço na prevenção da saúde dos trabalhadores. foi publicada em 13 de março de 2020, e o início da sua vigência será em agosto de 2021.


De início, nota-se que a Nova NR7 conta com a citação da NR1, que criou o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), sendo sua implantação obrigatória pela empresa, e estando integrado com outros planos e documentos previstos na Saúde e Segurança do Trabalho (SST), constando a Nova NR7 entre eles. O PGR deverá proceder o levantamento, identificação, e avaliação dos perigos e riscos, analisando sua severidade e probabilidade de ocorrência. Após isso, deverá propor medidas de segurança desses riscos, estabelecendo um plano de ação, definido através de um cronograma.


O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é a parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da organização, no campo da saúde de seus empregados, devendo estar harmonizado com as demais NRs. Regulamentado pela nova NR7, ele é caracterizado pela prevenção, rastreamento e diagnóstico antecipado dos agravos relacionados ao trabalho, inclusive de caráter subclínico. Além da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. Estabelecendo, desta forma, a obrigatoriedade, por parte das empresas empregadoras, a criação e implementação do PCMSO com a finalidade de promover e preservar a saúde de seus colaboradores.


Dr. Raimundo Leal, Especialista em Medicina do Trabalho RQE1067 e Perito Judicial RQE3465,



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